Mostrando postagens com marcador mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mundo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

ALDEIA GLOBAL

ah, mundo, mundo
um dia já foste vasto
e tiveste um vate chamado Raimundo

mas hoje em dia
és apenas uma aldeia global
uma aldeia global toda paliçada
de fibras óticas e cordões umbilicais
e já não há quem ainda te ache assim tão-vasto
e o teu vate, sem disparate
nem rima mais com teu nome

ah, mundo, mundo
pequena aldeia global
se fostes ainda vasto
e te chamaste Mundo
eu até que poderia ser

o teu mineiro Raimundo

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

MUNDO ÓSSEO

Sombras lordóticas se arrastam, farfalhando suas vestes de tecidos uterinos de mulheres estéreis 
           com candelabros de óleo de pirilampos nos seus calcanhares retorcidos. Mulheres gritam [sodomizadas]
 por suas crenças pós-modernas. Enquanto homens exibem de peito aberto clitóris excitados em rumores de espinhos.
                                                                [o mundo é uma nádega] grande&pestilenta, emitindo gás metano no rabo das vacas-Hindu em corposcristhis polvilhados à venda em supermercados como biscoitos de fé. 

A vida são três rios [que salivam] magma, lagartas-de-fogo e ar -. Ar oXidado. O silêncio de 
multidões reunidas em e-mails papéispresente&cordões umbilicais de fibra ótica no útero da 
grande rede mundial. Vivendo no meio disso tudo [o ar a arte – sartre] o nada. À sombra de uma luz. A sombra de um osso.